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Conservação de solo e de água é tema de Tarde de Campo Conservação de solo e de água é tema de Tarde de Campo

Publicado em 20/10/2016, Por

Cerca de 80 pessoas participaram de uma Tarde de Campo sobre Conservação do Solo e da Água, na terça-feira (11/10), no CTG Gentil Boeira e na lavoura da família Biazotto. O evento foi promovido pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Cotapel, Sicredi, contando com apoio da Prefeitura Municipal. Na ocasião, foi realizada uma palestra, intitulada como Práticas conservacionistas de solo e de água, pelo pesquisador da Embrapa Trigo, Dr. José Eloir Denardin. Em seguida, o público foi direcionado para três estações temáticas de campo, sobre a importância de adotar práticas de conservação de solo e água. A primeira estação, coordenada pela Emater/RS-Ascar, abordou o tema Rotação de culturas e plantas de cobertura, onde o engenheiro agrônomo Amauri Pivotto falou sobre alternativas de sistemas agrícolas visando a permanente cobertura de solo. Na segunda estação, a Embrapa Trigo falou sobre a importância da semeadura em nível e sobre terraceamento. Como forma de apoio às explicações, foi lançado mão de um simulador de chuva sobre duas parcelas demonstrativas, cobertas com palha, reproduzindo duas condições de lavoura: semeadura em contorno e semeadura morro acima/morro abaixo. A diferença entre as parcelas estava apenas na orientação das linhas de semeadura. Ao ligar o simulador de chuva, era visível a intensidade de escorrimento de água na condição morro acima/morro abaixo, levando sedimentos de solo para um coletor instalado abaixo da parcela, enquanto que, na semeadura em contorno, a água descia de forma lenta e limpa, ficando em grande parte, infiltrada no solo. Segundo o responsável pela estação, Denardin, outra prática que pode estar associada à semeadura em contorno é a construção de terraços, que, atualmente, são projetados de forma adaptada à evolução das máquinas, com intuito de fazer com que a água retida no terraço infiltre no solo e irrigue a lavoura. Na terceira estação, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Ronaldo Carbonari, tratou de equipamentos mecânicos, como alternativa para descompactação de solo. Foi demostrada, de forma prática, a diferença entre a utilização de semeadora com disco duplo, guilhotina e haste sulcadora, na profundidade de revolvimento de solo. Ainda, fez um comparativo com equipamento mais pesado, o subsolador, mais conhecido pelos agricultores como pé de pato. Utilizando uma trincheira de 50 cm de profundidade, cortando transversalmente cada linha de semeadura, Ronaldo gerou discussão junto aos agricultores, sobre qual desses equipamentos proporciona maior infiltração de água no solo e melhor desenvolvimento radicular. Para a chefe do escritório municipal da Emater Lilian Cris Dallagnol, “conservar solo e água é um assunto que afeta a todos. O manejo e a conservação do solo são fundamentais para a economia de dinheiro público, com a melhor conservação das estradas, manutenção da biodiversidade e menor assoreamento de rios, e também para a economia de dinheiro do produtor, que perde menos insumos com adversidades climáticas como as enxurradas, que levam adubos e sementes, e obtém maior rentabilidade com o aumento da produtividade”.




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